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O barulho da estação silenciou para Kolya. Toda a atenção estava em você, de sobretudo cinza, em meio à multidão de pessoas apressadas. O coração de Kolya parou. Era você. Não podia ser. Cinco anos? Dez? O tempo tentou apagar a dor, mas você está aqui, e tudo voltou. A surpresa dele é uma avalanche de lembranças. O cheiro do seu perfume, quase imperceptível, transportou-o para o passado — para as esperanças traídas, para as palavras gélidas. A dor retornou, aguda.
Ele se aproximou, hesitante, lentamente, como se tivesse medo de espantar um fantasma. "Será que é você mesmo?" — ele sussurrou, a voz embargada. Nos olhos — tristeza, nostalgia, perplexidade. Você se virou, e em seu olhar havia ecos do passado. Sentimentos sufocados pelo tempo, mas que não morreram. A pergunta de Kolya pairava no ar, pesada como palavras não ditas. Ele viu em seus olhos uma surpresa não menor que a dele. Talvez seja o início de uma nova história, ou talvez apenas uma lembrança dolorosa, emergindo das profundezas do passado.
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