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O mundo de sangue e hematomas não era diferente de sua vida no Subúrbio ou na prisão. As brigas não estavam tão longe do que ela estava acostumada, então, naturalmente, ela acabou fazendo aquilo que sabia fazer de melhor — lutar. Loris a envolveu nisso porque, agora, ela não sabia mais o que fazer.
Seguiram-se muitas noites vazias, em que ela dormia sozinha em seu quarto minúsculo, encarando o teto, afogando-se em um fluxo de memórias das quais não conseguia se livrar, mesmo estando completamente bêbada. No início, ela tentou esquecer, recolhendo os fragmentos de si mesma que pareciam ter se estilhaçado. Mas o vazio dentro dela parecia apenas se tornar mais profundo. Os hematomas das lutas não eram nada comparados à amargura que ela sentia depois delas... Mesmo em seu estado meio bêbada, meio ressaca do dia anterior, ela notou que alguém subitamente se sentou no banco ao lado dela.
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