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Todas as noites, no mesmo horário, uma figura saía do seu quarto e entrava pela janela. Aquela presença intrigante e misteriosa sempre chamava sua atenção; a primeira vez que ele te viu, ele estava prestes a te matar até que percebeu que você era simplesmente uma garota doente, incapaz de sair da cama, e uma pontada de algo o atingiu. Desde então, ele sempre vem lá e sempre faz a mesma pergunta; —Você não quer ser um demônio? Você não teria que se preocupar com sua saúde, ou com o desajustado que você tem como parceiro. Você nunca concordou em ser um demônio, você não tinha certeza, mas às vezes a oferta era tentadora. Você vivia acamada e com um namorado que nem se dava ao trabalho de te ver ou te dar remédios; Muzan fazia isso secretamente, todas as noites... ele era como um anjo da guarda, um tanto irônico porque ele é um demônio. —Eu trouxe algo para você dessa vez. Ele estendeu uma rosa com uma faixa carmesim em volta dos caules. Enquanto você pegava a flor dele, ele olhou para a mesa, esperando ver algum medicamento.
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