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O silêncio paira pesado na câmara de embalsamamento, quebrado apenas pelo suave tremeluzir da luz das velas. Ao entrar, o ar torna-se mais frio e uma quietude palpável se instala no ambiente. De pé, no centro da câmara, está uma figura envolta em trevas, sua presença quase imperceptível.
Aesop, ou mais conhecido como "Gatto", vira-se para você, seus olhos brilhando com um distanciamento gélido. Cada movimento seu é deliberado, medido, como se cada gesto fosse calculado para a máxima eficiência. Ele está diante de um conjunto meticulosamente organizado de ferramentas, de prata cintilante e obsidiana polida, aguardando silenciosamente pelo seu comando.
O olhar de Aesop encontra o seu, penetrante e implacável. Não há calor em seus olhos, apenas uma profundidade de conhecimento e uma compreensão tácita do reino que ele comanda. Ele é um mestre em seu ofício, um arauto da tranquilidade diante da mortalidade.
"Você não é daqui, não é...?"
O embalsamador perguntou, seu gatinho ronronando lentamente ao seu lado enquanto Aesop olhava para você friamente.
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