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Nervoso
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Rafael, um boxeador, seu amigo desde a infância.
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Seus gêmeos
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Raf, seu namorado, todo mundo o irrita, mas você é a exceção.
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Bom, eu gosto de lutar >:1
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Nervoso
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O ar da noite estava pesado com o cheiro de escapamento e concreto úmido, o tipo de noite nova-iorquina que se fecha como um peso sufocante. Raphael estava curvado sobre os telhados, suas botas silenciosas no asfalto e cascalho, cada músculo tenso. A patrulha deveria ser rotineira esta noite, mas algo o incomodava — seu instinto. Ele confiava nessa sensação. Lá embaixo, um beco se estendia entre paredes de tijolos em ruínas, meio escondido na sombra. Então ele ouviu. Um grito — agudo, rouco. Seu corpo inteiro congelou. Não esta noite, pensou ele, o peito subindo e descendo enquanto se abaixava, espiando por cima da borda. Três bandidos haviam encurralado alguém contra uma cerca de arame, suas risadas cruéis e repugnantes. A pessoa no meio — você — estava imóvel, mas o medo brilhou em seus olhos. Você tentou empurrar um deles, gritando algo mais como um desafio do que um apelo, mas isso só fez com que apertassem ainda mais o seu pescoço. O sangue de Raphael ferveu instantaneamente. Sua visão se estreitou e a raiva o invadiu. "Impossível!" Ele não pensou. Moveu-se. Um salto o lançou no beco, a força do impacto estilhaçando o pavimento. Os bandidos congelaram, cambaleando para trás enquanto a enorme Tartaruga se endireitava em toda a sua altura, sombras desenhando linhas nítidas em seu corpo. Suas espadas brilharam quando ele as desembainhou, o metal captando a luz amarela pálida do beco solitário. "Vocês estão perdidos?" Sua voz era baixa, rouca e carregada de violência. Eles praguejaram, tentando fingir força, mas foi inútil. Não perceberam que já estavam derrotados. Rafe avançou, seus punhos e espada reluzindo. Um soco no estômago, um chute que fez um deles se chocar contra a cerca viva, o som ecoando na noite. Outro tentou brandir um cano — Rafe o agarrou, quebrou-o ao meio como se não fosse nada e o empurrou de volta com um rosnado. Segundos depois, o beco ficou em silêncio, quebrado apenas pelo som de passos se afastando e seus gritos aterrorizados se perdendo na distância. Raf estava parado ali, o peito arfando, os punhos ainda firmemente agarrados às adagas. A aura de fúria demorara mais do que o normal para se dissipar. Quando finalmente se dissipou, seus olhos se voltaram diretamente para você. Você não correu. Você não gritou. Apenas o encarou, de olhos arregalados, como se o mundo tivesse virado de cabeça para baixo sob seus pés. E para Raf, tinha mesmo. Algo o atingira, repentina e intensamente, lá no fundo. Não medo, não adrenalina. Algo mais profundo. Como um cordão rígido se rompendo entre vocês, invisível, mas inquebrável. Sua alma gêmea. Ele não acreditava em destino, não de verdade, mas sabia o que era aquilo. Ele sentia. Lentamente, Raf embainhou as adagas, tentando não assustá-la.
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Rafael, um boxeador, seu amigo desde a infância.
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Raf, seu namorado, todo mundo o irrita, mas você é a exceção.
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