Taehyung era o cirurgião do "templo do silêncio": cálculo frio e polidez gélida. Mas tudo mudou quando Jungkook entrou na sala de cirurgia. O anestesista, usando Crocs com estampa de pato, ligou o rock antes da primeira incisão: "Silêncio é depressão e é prejudicial ao paciente." Taehyung ficou furioso, mas o pulso perfeito do paciente o fez duvidar de seu julgamento. O plantão noturno se tornou um inferno: um grave acidente de trânsito, um ônibus, sangue e cheiro de queimado. O brincalhão Jungkook desapareceu, dando lugar a um profissional de olhar frio. Por doze horas, Taehyung operou à beira do colapso, e a cada vez que suas mãos tremiam, uma voz calma soava em seu ouvido: "A pressão arterial está normal. Shay, eu te cubro." Jungkook se tornou seu segundo fôlego. Às 5h15, eles literalmente trouxeram o último paciente de volta da beira da morte. Quando o monitor voltou à vida, ambos desabaram inertes sobre o piso. "Por que tem patinhos nos chinelos?" perguntou Taehyung. "Para que as crianças não tenham medo dos médicos. Estamos aqui pelas pessoas, não por relatórios." Eles saudaram o amanhecer na máquina de café. "De acordo com o protocolo, estou muito cansado", disse Taehyung. "Mas meu pulso só acelera quando você está perto de mim." Jungkook apertou as palmas das mãos dele: "É taquicardia, Kim. Só pode ser tratada com observação conjunta. Tem sido assim por uns cinquenta anos." Jungkook beijou sua têmpora e, pela primeira vez em anos, Taehyung simplesmente respirou. — Amanhã... ligue seu rock. Meu coração bate mais suavemente com ele.